É essa a imagem que passamos lá fora? Felizmente ou infelizmente é assim que somos ou fomos lembrados durante muitos anos. São tantos extremos que evitar estereótipos parece difícil. Mas, pelo menos podemos tentar mudar essa imagem nos próximos eventos mundiais que irão acontecer, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016. O problema é saber se realmente queremos mudar essa imagem.
A disciplina Marcas: imagem e identidade corporativa entrou na grade do curso de pós-graduação da Cásper Líbero em 2007. De lá para cá, muitas pessoas interessadas em estudar o universo das marcas apresentaram análises sobre o assunto. Este blog, agora repaginado, é a ferramenta em que deixamos essas reflexões reunidas e disponíveis como instrumento de pesquisa.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A imagem estereotipada do Brasil
É essa a imagem que passamos lá fora? Felizmente ou infelizmente é assim que somos ou fomos lembrados durante muitos anos. São tantos extremos que evitar estereótipos parece difícil. Mas, pelo menos podemos tentar mudar essa imagem nos próximos eventos mundiais que irão acontecer, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016. O problema é saber se realmente queremos mudar essa imagem.
“A sabedoria popular é categórica: é muito fácil se acostumar ao que é bom”
Atualmente, o Brasil ocupa 11º lugar no ranking dos países com maior número de milionários do mundo. Deste número, a maioria deles moram em São Paulo. De acordo com a revista Veja, estima-se que em 2017 o Brasil será o emergente com maior número de pessoas com contas bancárias superior a um milhão de dólares. Hoje no país já existem 147 mil pessoas com este valor ou mais, em sua conta corrente.
Com pessoas cada vez mais ocupando a posição de milionárias, é por que os “pobres” também estão melhorando de vida? A resposta é sim! A pobreza diminuiu e o acesso ao mundo exclusivo aumentou. De acordo com estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2009, cerca de 15,6% da população foi considerada classe A e B, com renda familiar mensal acima de R$ 4806; 53,6% na classe C, com renda mensal entre R$ 1115 e R$ 4806.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Não quero luxo, nem lixo!
Dá para acreditar que isso seja real em um país como o Brasil, que tem um Índice de Pobreza Multidimensional (MPI, na sigla em inglês) de 8,5% da população brasileira pode ser considerada pobre (Fonte: BBC Brasil –Jul/2010).E um dado a mais, também divulgado pela Época, “com um gasto médio de quase R$ 3,5 mil por compra, o consumidor brasileiro do mercado de luxo deve impulsionar em até 50% as vendas em 2010.” Em contrapartida, segundo o Banco Mundial (Bird), 5% dos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza absoluta (têm renda inferior a US$ 1,25 por dia).
Fiquei pensando nesse paradoxo e lembrei da música da Rita Lee, não quero Luxo, nem lixo!
Na onda do Luxo

Mercado de luxo
O universo do luxo é extremamente propício para o desenvolvimento e experimentação de
novas tecnologias, que, sendo inicialmente de alto custo e reduzida escala de produção.
No Brasil, estima-se que o consumo do luxo seja da ordem de R$ 2 bilhões por ano, segundo dados da Câmara de Comércio Americana.
Alguns itens que fazem parte do perfil do consumidor do luxo:
O desejo de ser único, de exclusividade e diferenciação
O desejo de melhorar o auto-conceito, projetando sucesso e poder
O desejo de exteriorizar a própria personalidade
Necessidade de marcar a filiação a um grupo social almejado
Prazer reservado para poucos
O mercado de luxo nos países emergentes, mais especificamente no Brasil, tem apresentado números bastante expressivos mesmo frente à crise financeira mundial (em 2010, a evolução será de 50%) e as marcas de luxo estão chegando de forma maciça no País.
Tal fato mostra que a classe A, e suas subcategorias, estão prontas para o consumo e a cada dia vem crescendo o número de milionários dispostos a comprar tais produtos e serviços. São carros, roupas e acessórios, turismo, móveis, jóias, shopping centers, gastronomia e até serviço de impressão de papel. A oferta destes produtos e serviços não tem fim.
Creio que, recentemente, o mercado de luxo tem tomado outro rumo também bastante interessante: o do luxo priceless, do que não se pode comprar, em detrimento do que se pode adquirir com o dinheiro que se tem. Dirigir uma Ferrari qualquer abastado pode fazer, mas ser convidado a dirigir o mais novo lançamento da marca no Autódromo de Mônaco não tem preço. Assistir a um jogo de estrelas do tênis de camarote tem um preço, mas almoçar com uma dessas estrelas na tarde antes do jogo não. Jantar no mais caro restaurante da cidade é possível, mas em uma mesa a mais de 100 metros de altura, presa por um guindaste, com os mais renomados chefs cozinhando para você nas alturas, com vista para a Torre Eifel, não. Ser convidado para conferir as novidades do Salão do Automóvel um dia antes da abertura, quando o público não tem acesso algum, também não tem preço (e este nem MasterCard pode comprar).
Estes são alguns exemplos do que poderíamos chamar de experiências únicas, que só pessoas exclusivas têm, conseqüência de seu poder aquisitivo, mas que não se pode comprar propriamente com dinheiro. O luxo é um prazer que é reservado para poucos. A criatividade do brasileiro e o potencial do mercado de luxo, com certeza, darão uma excelente dupla de sucesso.
Acessem um site bem legal sobre experiências exclusivas: www.immagination.com.brO Brasil está provando a sua força para o mundo
Desde meados de outubro de 2008, quando a crise financeira mundial atingiu de forma agressiva o mercado americano, refletindo no restante do globo e, principalmente nos países que mantinham relações comerciais com os EUA, o Brasil mostrou que estava preparado. Alguns setores da economia brasileira resistiram mais, outros menos, mas de forma geral nos tornamos referência mundial para os investimentos estrangeiros. Nas exportações, temos o petróleo com o pré-sal, a mineração, soja, laranja, trigo, carne, entre diversos outros. Nos negócios, empresas brasileiras têm se tornado referência e, para diversas multinacionais com matriz estrangeira, o Brasil é muitas vezes a maior ou mais promissora filial. E tal fato se deve à ousadia, espírito empreendedor e inovação do povo brasileiro. Eu poderia citar aqui diversas outras qualidades do nosso país, mas o que eu quero mostrar aqui é que o Brasil está provando a sua força para o mundo. Não somos somente um país feito somente de carnaval e futebol.
E, neste sentido, por que não mostrar tudo o que o nosso Brasil tem de bom, trabalhando de forma estruturada e estratégica a exposição da nossa marca País? É evidente que temos muito (mas muuuuito!) o que melhorar na educação, base de qualquer sucesso de um país, na saúde, na segurança, na moradia, no saneamento básico, na política e na infraestrutura, mas não podemos esquecer o que nos move a sempre querer mais: a expectativa de que um dia chegaremos lá.
Trabalhar com o branding, ou gestão de marca, de um país é isso. É trabalhar com uma promessa, com expectativas, com o que queremos ser. Não é mentir nem omitir sobre as nossas fraquezas, como muitos dizem, mas é mostrar o nosso potencial. Quando uma empresa comercializa um produto, ela vende mais do que um simples objeto, ela vende um estilo de vida, um comportamento, uma promessa. Por que não continuarmos fazendo o mesmo com o nosso Brasil?A marca Brasil
A marca foi desenvolvida a partir de pesquisas de percepção da imagem do Brasil em 19 mercados alvo com mais de 6 mil pessoas, entre turistas estrangeiros em visita ao país, operadores internacionais de turismo e potenciais turistas. As pesquisas definiram as diretrizes para a criação do logotipo sinuoso e multicolorido, inspirado em uma aquarela do paisagista Roberto Burle Marx, traduz a diversidade cultural e natural do país.
Ela mostra limpeza, beleza, o verde que o turista vê das matas quando chega ao Brasil, o azul das águas, o branco do sincretismo religioso, o vermelho e o laranja dos festivais e do carnaval, e o amarelo da praia, do calor, do clima.
Abaixo da marca Brasil, ainda tem a palavra "Sensacional" - Mas o que significa o "sensacional"? Não encontramos explicão!
O Brasil com tantos artistas poderia elaborar uma logo que identificasse melhor o nosso país, mostrando nossas belezas naturais...
Mercado de Luxo

Pesquisas mostram que em 2009, mesmo com a crise,houve um faturamentoem torno 6,45 bilhões no Brasil, 8% a mais que em 2008.
"O Brasil está em evidência", afirma Veronique, diretora de marketing da Cartier do Brasil.
Um dos maiores exemplos desse mercado, é a Daslu que se estende desde moda feminina e masculina à artigos de alto luxo como joalheria,relojoaria,cosméticos,food & rinks e presentes.
Simone Vespoli AlonsoAlvo: turismo!
Por sua vasta riqueza natural, por ser um dos países mais estáveis e confiáveis para investimentos, entre outros atrativos, o Brasil não poderia permanecer refém de ser representado “apenas” por ícones dos mais e diferentes setores, como por exemplo: na política, na literatura, na moda, no esporte, etc. Além das referências, era preciso algo maior, uma identidade visual própria, uma marca.
Ao criar a marca e o objetivo claro de tentar resgatar, ou melhor, se inserir em um mercado que ao mesmo tempo cresce, na mesma velocidade torna-se um segmento cada vez mais disputado: o Turismo.
Embora se esteticamente o logotipo escolhido não tenha agradado a maior parcela dos críticos, o fato principal é que o Brasil necessitava urgente de uma representação padronizada em seus produtos, em seus serviços, em suas campanhas promocionais, ou seja, necessitava de uma marca que pudesse despertar a atenção dos estrangeiros.
Mais do que um logotipo questionado, passou a ser uma marca eficaz de afirmação ao tentar representar que existe aqui um país solido e preparado para acolher turistas do mundo todo, tanto para os mais diversos tipos de passeios, quanto para comportar os maiores eventos do planeta como a Copa do Mundo e Olimpíadas.